Como esperar que os procedimentos didático-pedagógicos adotados nointerior da escola sejam coerentes com a formação de personalidadeshumano-históricas, se esse objetivo, nos discursos e nas práticas, épermanentemente ignorado pelas políticas educacionais em favor deinteresses centrados na lógica do mercado e nas inconsequências doamadorismo pedagógico? É razoável permitir que a fúria gestionáriavigente, comprometida com os interesses mercantis, continue a pautar a forma de dirigir as escolas, reduzida esta ao controle do trabalhoalheio e à responsabilização dos trabalhadores da educação pelos erros do sistema? Estas são algumas das questões discutidas neste novolivro de Vitor Paro, que, com a lucidez e a clareza sempre presentesem suas obras, busca examinar em profundidade o papel técnico-político do diretor da escola básica.