UMA SO PALAVRA

UMA SO PALAVRA

$17.387
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
(420).LUCERNA (PORTUGUES)
ISBN:
978-989-8516-82-4
Encuadernación:
Otros
Idioma:
PORTUGUES
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Uma Só Palavra, a peça original a que o presente volume dá pelaprimeira vez forma pública, constitui uma surpreendente criaçãodramatúrgica, onde a ficção cénica se alimenta da memória histórica,transfigurando-a, graças ao gesto da escrita inventiva. Joana Liberal, escritora e atriz, docente universitária e investigadora em Direito,convida-nos a esse exercício livre da imaginação guiada pelo rigorinquieto da evocação histórica, num domínio de estudos em que éespecialista, e que em Uma só palavra partiu de um convívio prévio,enquanto pesquisadora e biógrafa, com o percurso do diplomataportuguês José Manuel Pinto de Sousa (1754-1818), que serviu de modelo para a personagem central de Miguel de Sousa. A autora modificousubtilmente o nome próprio, acentuando que este Miguel é umapersonagem da sua ficção cénica, mesmo que essa mesma ficção tenha por estímulo de partida uma personalidade histórica que ocupou o palcodos vivos, e fez um trânsito existencial análogo ao de Miguel deSousa, conduzindo-o a Coimbra académica e lusitana à Roma nevrálgicado xadrez político europeu, em tempo de ofensiva napoleónica. Masnesse tempo de invasões bélicas que sequestram a cidade-cérebro domundo católico, é da arte teatral que, na fábula da peça, irrompe ogesto ético mais espantoso e radical, operado pelo personagem deTiago, um ator português e carismático em terras de Itália, invençãomagnífica de Joana Liberal. A finalidade sem fim da criação artísticapode ela ser o espaço gerador do mais desprendido e salvífico dosgestos, em que o ator protagoniza, na sua vida a prazo, o deliberadosacrifício de si em nome dessa modalidade de amor chama amizade?

Uma Só Palavra, a peça original a que o presente volume dá pelaprimeira vez forma pública, constitui uma surpreendente criaçãodramatúrgica, onde a ficção cénica se alimenta da memória histórica,transfigurando-a, graças ao gesto da escrita inventiva. Joana Liberal, escritora e atriz, docente universitária e investigadora em Direito,convida-nos a esse exercício livre da imaginação guiada pelo rigorinquieto da evocação histórica, num domínio de estudos em que éespecialista, e que em Uma só palavra partiu de um convívio prévio,enquanto pesquisadora e biógrafa, com o percurso do diplomataportuguês José Manuel Pinto de Sousa (1754-1818), que serviu de modelo para a personagem central de Miguel de Sousa. A autora modificousubtilmente o nome próprio, acentuando que este Miguel é umapersonagem da sua ficção cénica, mesmo que essa mesma ficção tenha por estímulo de partida uma personalidade histórica que ocupou o palcodos vivos, e fez um trânsito existencial análogo ao de Miguel deSousa, conduzindo-o a Coimbra académica e lusitana à Roma nevrálgicado xadrez político europeu, em tempo de ofensiva napoleónica. Masnesse tempo de invasões bélicas que sequestram a cidade-cérebro domundo católico, é da arte teatral que, na fábula da peça, irrompe ogesto ético mais espantoso e radical, operado pelo personagem deTiago, um ator português e carismático em terras de Itália, invençãomagnífica de Joana Liberal. A finalidade sem fim da criação artísticapode ela ser o espaço gerador do mais desprendido e salvífico dosgestos, em que o ator protagoniza, na sua vida a prazo, o deliberadosacrifício de si em nome dessa modalidade de amor chama amizade?