UM DIA NA MADEIRA

UM DIA NA MADEIRA

$24.384
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
(420).SOPA DE LETRAS
Año de edición:
ISBN:
978-972-8708-48-1
Encuadernación:
Otros
Idioma:
PORTUGUES
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A 24 de Maio de 1878 o protagonista principal do romance, o ricoengenheiro Um dia na Madeira (1868), cujo subtítulo é Um página dehigiene no amor, apresenta-se hoje, mais do que pelas suas qualidadesliterárias tão distantes da sensibilidade contemporânea, como umaextraordinária chave de acesso a uma paisagem moral que só arequintada sintaxe das emoções do Oitocentos soube produzir, nointerior da qual as pulsões de amor e morte se debatem perante umquadro de assumida responsabilidade ética. O romance ilustraexemplarmente como o imaginário oitocentista lidava com a doença doséculo e com os fantasmas da sexualidade, projectados e postos à prova no paraíso "eternamente virgem" da ilha onde morreu Anne DÆArfet,propenso ao despertar de pulsões carnais e paradoxalmente determinante na resignada aceitação do pathos do fatalismo. Sendo um livro sobre o livre arbítrio, este romance traz até o leitor, através do artifíciosentimental da troca de correspondência, o terrível dilema que secoloca à protagonista entre a fidelidade à paixão e o dever moral deevitar a propagação da doença, acompanhando as vicissitudes dos doisamantes que perseguem a felicidade e lutam pelo seu amor, tentando emvão derrotar o Destino. Emma, personagem dotada de uma espiritualidade e de uma nobreza de carácter dignas das maiores heroínas românticas,procura na Madeira o último reduto de esperança para a cura da doença, ao passo que o seu apaixonado William se vê condenado a expiar nadeterminação da sua índole britânica a dor da perda da amada, pondotambém ele à prova o seu carácter, principal protagonista afinal deste romance. Traduzido ainda em vida do autor nas principais línguaseuropeias (em português com o título de Uma página de amor), estecurioso livro que consagrou a Madeira no imaginário italiano e europeu de fins de Oitocentos, como a isola dei fiori e dellÆamore, éreproposto agora com a tradução do título original, no ano em que secomemora o centenário da morte de Mantegazza.

A 24 de Maio de 1878 o protagonista principal do romance, o ricoengenheiro Um dia na Madeira (1868), cujo subtítulo é Um página dehigiene no amor, apresenta-se hoje, mais do que pelas suas qualidadesliterárias tão distantes da sensibilidade contemporânea, como umaextraordinária chave de acesso a uma paisagem moral que só arequintada sintaxe das emoções do Oitocentos soube produzir, nointerior da qual as pulsões de amor e morte se debatem perante umquadro de assumida responsabilidade ética. O romance ilustraexemplarmente como o imaginário oitocentista lidava com a doença doséculo e com os fantasmas da sexualidade, projectados e postos à prova no paraíso "eternamente virgem" da ilha onde morreu Anne DÆArfet,propenso ao despertar de pulsões carnais e paradoxalmente determinante na resignada aceitação do pathos do fatalismo. Sendo um livro sobre o livre arbítrio, este romance traz até o leitor, através do artifíciosentimental da troca de correspondência, o terrível dilema que secoloca à protagonista entre a fidelidade à paixão e o dever moral deevitar a propagação da doença, acompanhando as vicissitudes dos doisamantes que perseguem a felicidade e lutam pelo seu amor, tentando emvão derrotar o Destino. Emma, personagem dotada de uma espiritualidade e de uma nobreza de carácter dignas das maiores heroínas românticas,procura na Madeira o último reduto de esperança para a cura da doença, ao passo que o seu apaixonado William se vê condenado a expiar nadeterminação da sua índole britânica a dor da perda da amada, pondotambém ele à prova o seu carácter, principal protagonista afinal deste romance. Traduzido ainda em vida do autor nas principais línguaseuropeias (em português com o título de Uma página de amor), estecurioso livro que consagrou a Madeira no imaginário italiano e europeu de fins de Oitocentos, como a isola dei fiori e dellÆamore, éreproposto agora com a tradução do título original, no ano em que secomemora o centenário da morte de Mantegazza.