«O estranho a insinuar-se e a instalar-se. Lentamente. Sem pedirlicença. Até te obrigar à maior das traições de que és capaz: a quecometes contra ti mesmo. E tudo porquê? Porquê?... Porque estamossempre a mudar. Mesmo sem querer. Adaptamo-nos a situações que nãoesperávamos, revoltamo-nos contra outras que escolhemos, desistimos de amores antigos, esquecemos planos, apaixonamo-nos uma e outra vez,inesperadamente, tornamo-nos desencantados ou esperançados oumelancólicos ou alegres ou simplesmente cansados e envelhecidos. Sim,somos nós que o chamamos. Somos nós que chamamos esse alguém querealmente não conhecemos. Um estranho que tememos, mas a que nãoconseguimos resistir... Alguém com quem teremos que travar uma luta de morte. Por que nos deixaram ficar assim tão sós?»,ùdo Acto IX