TRABALHO E ÓCIO: UM ESTUDO SOBRE A ANTROPOLOGIA DE ROUSSEAU

TRABALHO E ÓCIO: UM ESTUDO SOBRE A ANTROPOLOGIA DE ROUSSEAU

$43.555
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
ALAMEDA IBD
ISBN:
978-85-7939-445-4
Páginas:
252
Encuadernación:
Otros
Idioma:
Castellano
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Rousseau é um clássico do pensamento político, e toda sua obra éperpassada por uma preocupação com a política, ou antes, pela críticaàs formas institucionais e às autoridades estabelecidas em sua época.Mas seria justo, por isso, cobrar do filósofo e dos que o estudamrespostas imediatas, do gênero que ele nunca pretendeu oferecer? Éevidente que um "estudo sobre a antropologia de Rousseau" focado nobinômio "trabalho e ócio" jamais poderia ser confundido com umpanfleto, manisfesto ou coisa que o valha. Não é uma intervenção, mas, isto sim, uma reflexão, ponderada e meticulosa, que reconstituiu atrama dos argumentos, identifica problemas, expõe e dissecaconceitos.Reside aí seu mérito maior, que eu não hesitaria emqualificar de verdadeiramente subversivo: recuperar o pensamento deRousseau, mostrar sua pertinência para a compreensão que temos dohomem - esse objeto que não é dado, mas constituído por um processoreflexivo e histórico - e ajudar a desfazer os mal-entendidos ligadosa um autor que nunca foi objeto de consenso ou unanimidade, que sempre dividiu seus leitores, e não chegou a ter discípulos (exceto talvezpor Kant e Lévi-Strauss).

Rousseau é um clássico do pensamento político, e toda sua obra éperpassada por uma preocupação com a política, ou antes, pela críticaàs formas institucionais e às autoridades estabelecidas em sua época.Mas seria justo, por isso, cobrar do filósofo e dos que o estudamrespostas imediatas, do gênero que ele nunca pretendeu oferecer? Éevidente que um "estudo sobre a antropologia de Rousseau" focado nobinômio "trabalho e ócio" jamais poderia ser confundido com umpanfleto, manisfesto ou coisa que o valha. Não é uma intervenção, mas, isto sim, uma reflexão, ponderada e meticulosa, que reconstituiu atrama dos argumentos, identifica problemas, expõe e dissecaconceitos.Reside aí seu mérito maior, que eu não hesitaria emqualificar de verdadeiramente subversivo: recuperar o pensamento deRousseau, mostrar sua pertinência para a compreensão que temos dohomem - esse objeto que não é dado, mas constituído por um processoreflexivo e histórico - e ajudar a desfazer os mal-entendidos ligadosa um autor que nunca foi objeto de consenso ou unanimidade, que sempre dividiu seus leitores, e não chegou a ter discípulos (exceto talvezpor Kant e Lévi-Strauss).