TEMPO DE FOGO

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$30.507
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
(513).ANCORA EDITORA
Año de edición:
ISBN:
978-972-780-320-0
Páginas:
220
Encuadernación:
Otros
Idioma:
PORTUGUES
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Um frade homossexual é queimado às ordens do Tribunal da Inquisição,condenado por breves amores de juventude na universitária Salamancados fins do século XVI. Através de personagens reais, perseguidos pela Inquisição, é passado em revista o ambiente sufocante do país nosanos vinte do século XVII, tomando como paradigma várias vilas ealdeias do planalto mirandês, habitadas por importantes comunidades de cristãos-novos que atravessam a fronteira conforme de onde se acendem os fogos da Inquisição. Aí, o ambiente de denúncia, a ameaça deprisão, a dissolução de costumes do clero, as perseguiçõespermanentes, tornam o amor numa utopia e as relações entre pessoas num inferno, deixando marcas profundas que se prolongam até aos nossosdias. A língua aparece como um modo de curar, mas também como castigo, quase uma maldição, pressentindo-se as dificuldades no confronto daslínguas presentes: o português, o castelhano e o leonês/mirandês. Três séculos depois, um professor primário resgata um manuscrito ondeaquele frade tentou escrever, na prisão, um tratado das artes de curar pela fala, fazendo comentários relativos à sua prática e continuandoa questionar-se sobre o sentido da vida e o problema de Deus. De modosereno e inovador são abordadas questões que sempre preocuparam ohomem, como o amor e o sexo, o bem e o mal, a liberdade, a religião, o viver em comunidade, através de uma época de fundamentalismos, de que ainda não nos livrámos e que não podemos esquecer.

Um frade homossexual é queimado às ordens do Tribunal da Inquisição,condenado por breves amores de juventude na universitária Salamancados fins do século XVI. Através de personagens reais, perseguidos pela Inquisição, é passado em revista o ambiente sufocante do país nosanos vinte do século XVII, tomando como paradigma várias vilas ealdeias do planalto mirandês, habitadas por importantes comunidades de cristãos-novos que atravessam a fronteira conforme de onde se acendem os fogos da Inquisição. Aí, o ambiente de denúncia, a ameaça deprisão, a dissolução de costumes do clero, as perseguiçõespermanentes, tornam o amor numa utopia e as relações entre pessoas num inferno, deixando marcas profundas que se prolongam até aos nossosdias. A língua aparece como um modo de curar, mas também como castigo, quase uma maldição, pressentindo-se as dificuldades no confronto daslínguas presentes: o português, o castelhano e o leonês/mirandês. Três séculos depois, um professor primário resgata um manuscrito ondeaquele frade tentou escrever, na prisão, um tratado das artes de curar pela fala, fazendo comentários relativos à sua prática e continuandoa questionar-se sobre o sentido da vida e o problema de Deus. De modosereno e inovador são abordadas questões que sempre preocuparam ohomem, como o amor e o sexo, o bem e o mal, a liberdade, a religião, o viver em comunidade, através de uma época de fundamentalismos, de que ainda não nos livrámos e que não podemos esquecer.

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