O livro de Julio Lucchesi é uma investigação que vai ao centro domundo do financiamento e da gestão da cultura na Primeira República,figurando como uma contribuição fundamental para a compreensão donascimento da cultura de massas no Brasil. Cachês de atores, preços de bilhetes de teatros e cinemas, salários de professores de piano,alugueis de salões de baile, cotizações de sociedades carnavalescas:todos os tipos de fontes contábeis são percorridas para a composiçãode uma abordagem material da cultura que lança nova luz aos debatesestéticos e ideológicos do período.
No coração desse sistemaencontramos grandes mecenas e empreendedores culturais de origemmodesta. O cruzamento dessas distintas trajetórias forma o universo do espetáculo carioca e paulistano. O desenvolvimento das indústriasculturais brasileiras não mascara, contudo, as forças e estratégias de distinção e de exclusão social.
Sociedades Culturais,Sociedades Anônimas mostra de forma brilhante que apesar da retóricanacionalista, a Economia da Cultura da Primeira República brasileiracresceu sob forte dependência de produções e capitais estrangeiros efoi marcada pela velha lógica tradicional das elites do país -ostentatória, aristocrática e profundamente desigual. Luxo mais quelucro: é, paradoxalmente, para o valor simbólico dos produtosculturais que apontam as conclusões deste fascinante livro.
O livro de Julio Lucchesi é uma investigação que vai ao centro domundo do financiamento e da gestão da cultura na Primeira República,figurando como uma contribuição fundamental para a compreensão donascimento da cultura de massas no Brasil. Cachês de atores, preços de bilhetes de teatros e cinemas, salários de professores de piano,alugueis de salões de baile, cotizações de sociedades carnavalescas:todos os tipos de fontes contábeis são percorridas para a composiçãode uma abordagem material da cultura que lança nova luz aos debatesestéticos e ideológicos do período.
No coração desse sistemaencontramos grandes mecenas e empreendedores culturais de origemmodesta. O cruzamento dessas distintas trajetórias forma o universo do espetáculo carioca e paulistano. O desenvolvimento das indústriasculturais brasileiras não mascara, contudo, as forças e estratégias de distinção e de exclusão social.
Sociedades Culturais,Sociedades Anônimas mostra de forma brilhante que apesar da retóricanacionalista, a Economia da Cultura da Primeira República brasileiracresceu sob forte dependência de produções e capitais estrangeiros efoi marcada pela velha lógica tradicional das elites do país -ostentatória, aristocrática e profundamente desigual. Luxo mais quelucro: é, paradoxalmente, para o valor simbólico dos produtosculturais que apontam as conclusões deste fascinante livro.