«Saga Lusa[...] é pessoal no mais íntimo da sua trama e por isso mesmo roça de muito perto o eu mais íntimo do leitor. EmSaga Lusao eu alidescrito é posto como corpo e como mente. O eu ali é corporal. E, noentanto, o texto é simples como qualquer narrativa verdadeira (isto é, sincera) de uma experiência vivida, na sua pura singularidade.Escrevendo em seu laptop talismã, Adriana conseguiu, com este recurso, produzir o único antídoto que lhe foi possível contra o veneno não só dos fármacos, mas principalmente dos mal-entendidos que o senso comum engendra. Ainda mais quando se trata de uma mesma língua falada pordois países diferentes. Há um dito atribuído a Bernard Shaw, segundo o qual entre americanos e ingleses há tudo em comum, menos a língua.Adriana produziu um texto 'remédio' para trazê-la de volta para olugar frágil e ténue, onde todos nos encontramos quando nos sentimos'sãos'. Pode-se dizer que em alguns momentos da vida nos encontramosnuma espécie de 'farmácia', na qual se torna difícil, e às vezesimpossível, separar o remédio do veneno. O verdadeiro e o falso. Ocrédito da palavra e a palavra desacreditada. Saga Lusa parece serpara Adriana, sua autora, e o seu possível leitor, uma inequívocaalternativa para a solução desse problema. O remédio, o veneno e seuantídoto.»