RODRIGUES: ANTONIO RODRIGUES. RENASCIMIENTO EM PORTUGAL

RODRIGUES: ANTONIO RODRIGUES. RENASCIMIENTO EM PORTUGAL

$20.011
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
DAFNE EDITORA
Año de edición:
ISBN:
978-989-95159-3-2
Páginas:
136
Encuadernación:
TAPA BLANDA O BOLSILLO
Idioma:
PORTUGUES
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António Rodrigues foi o primeiro arquitecto português de basecientífica. Outros se destacaram na geração de quinhentos, mas foiRodrigues, um leitor crítico dos conceitos formulados nos tratadosmaneiristas que correram na sua época, a propor o primeiro tratado dearquitectura de autor escrito em português. Organizou os princípios de uma sintaxe clássica erudita submetida ao controle da composição pela razão, colocando o rigor geométrico e a expressão do essencial acimados efeitos decorativos que tão fortemente caracterizaram a épocaanterior. Além de que continua a ser apontado como o autor de uma dasmais maravilhosas obras da arquitectura ocidental, a capela das OnzeMil Virgens anexa à igreja do convento franciscano de Santo António em Alcácer do Sal. Em Portugal, como em outros estados da Europamediterrânica, a progressiva consolidação de um sistema políticoassente na gestão centralizada da coisa pública sob a autoridade dorei, favoreceu a solidez da monarquia católica e levou a que aprodução arquitectónica integrasse com o mesmo peso os monumentosreligiosos sempre sob patrocínio régio e as outras iniciativas denatureza civil imbuídas da mesma preocupação de conferir dignidade aoestado. Nas primeiras décadas do ciclo edificatório empreendido pelamonarquia burguesa, foram os construtores integrados no sistemaprodutivo medieval que sob tutela dos príncipes deram corpo ao desejode edificar. Depois surgiram estudiosos intelectuais a dar outro rumoà arquitectura. De António Rodrigues quase nada se sabe. Homem queescondeu a sua personalidade na discreta maneira de se relacionar coma aristocracia do poder a que de algum modo pertencia, escreveu sobrea ciência e por de trás dela se escondeu. Durante vinte e cinco anosfoi o principal responsável pelas obras da casa real, atravessando oconturbado período político que vai desde o sebastianismo até àintegração do país no império de Filipe II. Serviu D. Sebastião, osregentes e depois o próprio Filipe durante dez anos. Mas é possível, a pretexto do levantamento deste personagem, traçar um cenário daintrodução da arquitectura do renascimento entre nós pelo recurso àinterpretação de algumas arquitecturas e enquadramento dos seusautores, de modo a compreender o movimento colectivo na cultura emgeral e nas artes em particular, que conduziu a sociedade portuguesano século de quinhentos. Adquirindo a competência do risco e o manejorigoroso da perspectiva, ganharam os especialistas da ideia saber eprestígio, superando a autoridade dos senhores do mando, porque erameles os especialistas na cultura antiga, na arte do simbólico e no uso dos correspondentes instrumentos do saber fazer. É esse o verdadeiromomento da mudança. No período de transição podemos encontrar bispos e príncipes desejando ardentemente ser arquitectos, viajando, comprando livros, escrevendo cartas de intenção com discurso estético. Masfaltou-lhes o tempo necessário para o exercício do desenho, para aprática reflectida da transposição da ideia ao risco operativo.Faltou-lhes, afinal, escolher o caminho entre o profissional da artede dedicação independente e o político comprometido com as razões doEstado. Restou aos príncipes promover os seus artistas de confiançaaos títulos da nobreza pelas razões da arte, tomando-os como espelhoda sua própria personalidade. Ou encontrar um verdadeiro fidalgo commais ânimo para a ciência do risco do que para as praticas dacavalaria, como aconteceu com António Rodrigues.

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