Nos países africanos de língua oficial portuguesa, a economia informal absorve a maior parte da população activa, que procura atenuar dessaforma a situação de pobreza. A ela recorre um grande número detrabalhadores que, no entanto, ficam fora do sistema público deprotecção social e que por isso dependem fundamentalmente das suasredes familiares e/ou comunitárias em termos de protecção contrariscos e carências. Porém, como demonstra esta investigação, aprotecção assegurada por essas estruturas é precária e insuficientepara combater a insegurança e a vulnerabilidade dos indivíduos.Analisando o crescimento da economia informal nos diferentes contextos nacionais dos PALOP e investigando a organização dos respectivosmecanismos de protecção, este estudo sublinha a necessidade deelaborar esquemas de extensão da protecção social existente, tanto apública como a descentralizada, a fim de minimizar os riscos queinfluenciam negativamente as possibilidades de desenvolvimentoeconómico dos trabalhadores desses países.