Práticas de caridade e assistência em Évora (1650-1750) organiza-se apartir de duas perspetivas de análise: a primeira centra-se nasinstituições de assistência, nos seus administradores e nas suasopções enquanto distribuidores de recursos. A segunda desloca-se paraa comunidade, procurando as famílias e/ou os indivíduos que, em algummomento da sua vida, foram considerados pobres, ou se apresentaramcomo tal e, nessa condição, beneficiaram de apoio formal. Como suporte a ambas, procede-se a uma análise de índole comparativa, colocando arealidade de Évora no contexto nacional e europeu, com o objetivo deencontrar resposta às questões que guiaram toda a investigação: quesignificava ser pobre em Évora, no período moderno? Quem eram ospobres e quantos eram? Que tipo de apoio lhes era concedido e quesignificado tinha nas suas vidas? Como se relacionaram os pobres comas instituições que os assistiam?