Porque, para mim, exprime a tentativa de encontrar uma maneiraportuguesa de falar do amor que tenho à minha Pátria. «Mon Pays mefait mal», dizia uma bela canção do tempo da minha juventude. Continua a fazer-me mal. Mas, apesar de preocupado, continuo como semprehabitado por um optimismo que julgo inquebrantável. Foi por causa dePortugal que fui escrevendo tudo isto. Na esperança (que não nailusão) de que o nosso país se torne, para os meus filhos e netos, umlugar onde seja (ainda) melhor viver.»