PARA ALÉM DO PÓS(-)COLONIAL

PARA ALÉM DO PÓS(-)COLONIAL

$47.125
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
ALAMEDA IBD
ISBN:
978-85-7939-529-1
Páginas:
338
Encuadernación:
Otros
Idioma:
Castellano
$47.125
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As análises pós-coloniais partiram de boas perguntas para avançaremrespostas enviesadas. Mas, não se pode negar suas contribuições para o conhecimento da alteridade, da hibridação, do racismo e dasubalternidade. Longe de análises anti-pós-coloniais, este livroapresenta análises "pós-pós-coloniais". O pós-colonial já não está namoda. Nos países onde nasceu (Austrália, Inglaterra e Estados-Unidos), assistimos a novas guinadas acadêmicas. Partha Chatterjee, um dospais dos Subaltern Studies, chegou a proclamar o fim desta corrente de pensamento. Na América Latina, porém, com pouco reflexo no Brasil, acorrente da colonialidade, também chamada de decolonial, mantêm-seviva, ainda que com tendências culturalistas. No entanto, seria umerro "abandonar" essas análises sem superar os problemas levantadospor elas a fim de compreender as transformações sociais em países(semi)periféricos. A problematização póscolonial tendeu a se afastarda crítica política para se refugiar na crítica epistemológica. Umaconsequência disso é que muitos estudos inspirados pela análisepóscolonial apresentam um centro de gravidade desproporcionalmentevoltado para a reflexão epistemológica, com pouco, ou nenhum, diálogocom os dados empíricos e sempre super-representando os escritos emlíngua inglesa.

As análises pós-coloniais partiram de boas perguntas para avançaremrespostas enviesadas. Mas, não se pode negar suas contribuições para o conhecimento da alteridade, da hibridação, do racismo e dasubalternidade. Longe de análises anti-pós-coloniais, este livroapresenta análises "pós-pós-coloniais". O pós-colonial já não está namoda. Nos países onde nasceu (Austrália, Inglaterra e Estados-Unidos), assistimos a novas guinadas acadêmicas. Partha Chatterjee, um dospais dos Subaltern Studies, chegou a proclamar o fim desta corrente de pensamento. Na América Latina, porém, com pouco reflexo no Brasil, acorrente da colonialidade, também chamada de decolonial, mantêm-seviva, ainda que com tendências culturalistas. No entanto, seria umerro "abandonar" essas análises sem superar os problemas levantadospor elas a fim de compreender as transformações sociais em países(semi)periféricos. A problematização póscolonial tendeu a se afastarda crítica política para se refugiar na crítica epistemológica. Umaconsequência disso é que muitos estudos inspirados pela análisepóscolonial apresentam um centro de gravidade desproporcionalmentevoltado para a reflexão epistemológica, com pouco, ou nenhum, diálogocom os dados empíricos e sempre super-representando os escritos emlíngua inglesa.