PALLADIO: ANDREA PALLADIO. A GRANDE ROMA

PALLADIO: ANDREA PALLADIO. A GRANDE ROMA

$20.011
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
DAFNE EDITORA
Año de edición:
ISBN:
978-989-8217-01-1
Páginas:
140
Encuadernación:
TAPA BLANDA O BOLSILLO
Idioma:
PORTUGUES
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Palladio foi o principal intérprete de uma cultura arquitectónicaconsolidada depois dos primeiros decénios de Quinhentos. No âmbito daexpressão formal produzida no contexto particular de Veneza e da suaregião, foi tirando saberes das experiências dos arquitectosprecedentes que cruzaram aquelas terras no seu tempo de vida, comoGiulio Romano vindo de Mântua, Sanmichele de Verona ou Sansovino deFlorença. Ou mesmo um divulgador de arquitecturas clássicas compretensões teóricas como Sebastião Serlio, chamado como todos aVicenza para se pronunciar sobre a reconstrução do arruinado Palazzodella Ragione. Considerado o homem necessário no momento certo,Palladio descobriu o modo de fazer que reencontrou a ideia degrandiosidade clássica do império romano, dando expressão àexpectativa progressista e transformadora da burguesia venezianainteressada na exploração dos campos agrícolas estendidos a norte dorio Pó. A arquitectura de Palladio sintetizou respostas àsnecessidades reais através do praticismo operativo e dos valoressimbólicos associados à definição da nova cultura artística, numprojecto global que ajudou a transformar as amplas paisagens da TerraFirme. Pelo rigor, simplicidade de meios e geometrismo elementar dassuas concepções, pelo recurso à memória dos imaginados monumentosromanos, pela generalização dos valores identificados com a produçãoda obra de arte tornada extensível à realização das mais simplesconstruções residenciais, transformou-se no exemplo a seguir e noarquitecto que acabou por marcar fortemente a fase final doRenascimento no norte de Itália. Para isso contribuiu de algum modo aenorme quantidade de Ville efectivamente concretizadas, casasagrícolas, palácios e palacetes espalhados por toda a região que vaide Verona a Veneza, mas também porque deixou em livro escrito edesenhado os ensinamentos e modelos que muito contribuíram para apopularização dessas arquitecturas. E, finalmente, porque foi o autorde algumas das mais brilhantes igrejas de Veneza, a cidade da água,pérola inscrita nos caminhos do oriente. Palladio assumiu-se comoprofissional da construção, cientista da forma e artista clássico nouso dos métodos geométricos de composição, superando a ideia depintores e escultores que se dedicavam complementarmente àarquitectura, ou mesmo literatos, que buscavam no modelo ou noscomponentes herdados dos antigos romanos os caminhos de um fazermoderno. Inseriu-se na tradição do rigor veneziano dos números edeixou os tópicos necessários para que, nas suas obras, a intervençãocontrolada de estucadores, pintores e escultores desse acabamentocoerente às soluções arquitectónicas por si predeterminadas, onde nãofaltaram os recursos à ilusão do olhar na linha das arquitecturaspintadas introduzidas por Mantegna em Mântua, Pietro Lombardo emVeneza ou Bramante na Lombardia. Os princípios da arquitectura dePalladio, na sua linha de simplificação construtiva e estrutural semexcesso de adornos e sempre submetida à simetria triádica comdistribuição axial dos elementos compositivos, passaram a constituiras regras básicas da ordenação clássica. Os seus Quattro Libri foram o catálogo principal para a busca de modelos que haveriam de conduzir a corrente neoclássica inglesa até ao romantismo do final do séculoXIX.

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