Este livro de contos de Paulo Kellerman é um jogo de espelhos. Lá,reencontramo-nos com solidões, cumplicidades, anátemas e obsessões.Num ambiente urbano e intemporal as personagens desfiam-se em diálogos contidos e bastante reais, onde o jogo proposto é aquilo que não érealmente explícito nos contos tão bem construídos e a que Kellermannos habituou. São, também, espaços de silêncio que dizem quase tudo.Depois da atribuição do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco,de 2005, da APE com o seu livro «Gastar Palavras», Paulo Kellermanapresenta-nos esta colectânea de estórias num registo vincado de umaobra que já poderemos considerar de autor.