«É bem-vindo este desvelado olhar de Manuel Menezes a partir dosolhares de Aquilino Ribeiro sobre terras da Beira Alta. Embora oterritório alcançado com esse olhar seja delimitado, o microcosmosnele refletido projeta-se para além do espaço referenciado,alargando-se o campo de visão. [...]Ao longo do percurso, o leitor vai construindo esse retrato de Alvite e dos Alvitanos. A descriçãominuciosa do modus vivendi é valorizada pela publicação de fotografias originais, joias preservadas da voracidade do tempo. A cor local queelas transmitem alia-se ao discurso - ficcional ou etnográfico -construído na narrativa aquiliniana. [...]O convite para folhear estelivro, escrito numa linguagem leve e cativante, deve ser aceite, desde logo, pelo prazer que a sua leitura propicia. Ao percorrermos com oautor cada capítulo, fazemos uma viagem, simultaneamente, pela obraaquiliniana. [...] Concluída a jornada, fica-nos, como balanço, agrata sensação de estarmos perante um contributo valioso para oconhecimento de obras de mestre Aquilino e um tributo a Alvite e aosalvitanos.Por estas páginas passa, portanto, um olhar sobre ageografia física, humana e afetiva das Terras de Aquilino, sendo osalvitanos chamados a terreiro para melhor se (re)conhecerem na galeria das personagens aquilinianas.Por tudo isso, perante tão laboriosaindagação em torno das terras, das gentes, das paisagens, doscostumes, das histórias, das ´coisas e loisas´ alvitanas, bem poderiadizer-se termos na mão a ´geografia sentimental´ de Manuel Menezes».Do prefácio de Henrique Almeida.