MARTINS E FRANCISCO VAZ, FERNANDO
A 1 de Setembro de 1807, e outra vez num momento de afastamento entreLondres e Paris, Napoleão exigiu que Portugal encerrasse os seusportos ao comércio britânico. Caso não obedecesse enfrentaria umainvasão franco-espanhola. É certo que Portugal conseguiutemporariamente apaziguar a França. No entanto, em Outubro, a guerrafoi declarada e Portugal invadido, sendo evidentes duas coisas. Emprimeiro lugar, que a cedência portuguesa ao ultimato francês ocorrera demasiado tarde. Em segundo lugar, que o tratado franco-espanhol deFontainebleau (27 de Outubro de 1807), que selou a ocupação e divisãode Portugal, demonstrava uma vez mais haver algo de profundamenteerrático no pensamento e acção de Napoleão. (à) Perante as origens eas condicionantes históricas enunciadas, os textos reunidos nestelivro desenvolvem uma reflexão, à escala ibérica, daquilo que foi ahistória, a memória e o impacte patrimonial de uma operaçãopolítico-militar que teve o saque de Évora como principal mas não como único protagonista.