O DIREITO À CIDADE

O DIREITO À CIDADE

$41.770
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
ALAMEDA IBD
ISBN:
978-85-7939-536-9
Páginas:
254
Encuadernación:
Otros
Idioma:
Castellano
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No pós-guerra os embates políticos na cidade de São Paulo deram aosbairros operários uma visibilidade que nunca haviam alcançado, de modo que foi, a partir das suas condições que se constituíramreivindicações e organizações que os colocaram no centro das questõespolíticas que emergiram naqueles anos. As reivindicações porequipamentos urbanos e serviços públicos remetem aos mecanismos dedivisão social na cidade, é disso que se trata quando as condições dos bairros periféricos são colocadas no centro do debate.

Ogrande desafio para as camadas populares, foi lidar com um regime\\\"democrático\\\" que conservava muitos dos sinais e resíduos doEstado Novo e, ao mesmo tempo, estabelecer um conjunto dereivindicações que as legitimasse como agentes e interlocutores, aomesmo tempo em que validavam essas demandas, instaurando um campo dedireitos em disputa. Seu espaço de atuação era muito estreito: de umlado, os canais institucionais, os sindicatos e os partidos, de outro, as organizações de bairro, geralmente efêmeras.

Por isso, este trabalho é também um esforço, tanto teórico quanto empírico, natentativa de desvendar as conexões entre os \\\"mundos do trabalho\\\" e os \\\"movimentos sociais urbanos\\\" surgidos nos bairros dacidade de São Paulo nos vinte anos posteriores ao fim da guerra. Seuponto de partida é a suposição de que, é a partir destas conexões, que se compreende os diferentes e antagônicos significados do que sedenominou redemocratização, desenvolvimentismo e populismo.

No pós-guerra os embates políticos na cidade de São Paulo deram aosbairros operários uma visibilidade que nunca haviam alcançado, de modo que foi, a partir das suas condições que se constituíramreivindicações e organizações que os colocaram no centro das questõespolíticas que emergiram naqueles anos. As reivindicações porequipamentos urbanos e serviços públicos remetem aos mecanismos dedivisão social na cidade, é disso que se trata quando as condições dos bairros periféricos são colocadas no centro do debate.

Ogrande desafio para as camadas populares, foi lidar com um regime\\\"democrático\\\" que conservava muitos dos sinais e resíduos doEstado Novo e, ao mesmo tempo, estabelecer um conjunto dereivindicações que as legitimasse como agentes e interlocutores, aomesmo tempo em que validavam essas demandas, instaurando um campo dedireitos em disputa. Seu espaço de atuação era muito estreito: de umlado, os canais institucionais, os sindicatos e os partidos, de outro, as organizações de bairro, geralmente efêmeras.

Por isso, este trabalho é também um esforço, tanto teórico quanto empírico, natentativa de desvendar as conexões entre os \\\"mundos do trabalho\\\" e os \\\"movimentos sociais urbanos\\\" surgidos nos bairros dacidade de São Paulo nos vinte anos posteriores ao fim da guerra. Seuponto de partida é a suposição de que, é a partir destas conexões, que se compreende os diferentes e antagônicos significados do que sedenominou redemocratização, desenvolvimentismo e populismo.