Benguela foi a cidade onde me conheci, cresci e tornei mãe e mulher.Foi aí que forjei a identidade que carrego nos genes e moldei a minhadupla natureza: europeia, por herança familiar, africana, naincorporação de aprendizagens nascidas de um chão que aprendi aconhecer a partir de uma idade vazia de memórias. Deixei Benguela noturbilhão da guerra civil, quando a segurança de dois filhos pequenosfalou mais alto e ditou um regresso ao chão desconhecido das raízesancestrais. Regressei trinta anos depois (...).