O ASSALTO À ESCOLA DE GUERRA

O ASSALTO À ESCOLA DE GUERRA

$25.098
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
FRONTEIRA DO CAOS EDITORES
Año de edición:
ISBN:
978-989-8647-48-1
Encuadernación:
Otros
Idioma:
PORTUGUES
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Poucos meses antes Portugal e a Europa tinham sido confrontados com ocomeço da maior guerra da humanidade, prevista por Morais Sarmento epor alguns poucos visionários em Portugal, mas uma surpresa para ageneralidade dos europeus. No Governo de então não tardam a definir-se duas posições, que vão ocasionar uma profunda clivagem nacional até1918. Freire de Andrade, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, pensava que Portugal devia alinhar em tudo pela Grã-Bretanha e aceitar todosos pedidos que ela fizesse, mas lhe interessava manter a neutralidade, desde que isso fosse compatível com os desejos do Aliado. Pereira deEça, o Ministro da Guerra, pensava que interessava a Portugal forçar a beligerância, mesmo que isso contrariasse os desejos do seu Aliado.Estavam definidas as duas posições de fundo, a grande clivagemnacional entre guerristas e antiguerristas. Morais Sarmento alinha sem qualquer hesitação pelos antiguerristas, aplaudindo quando Portugalcede armamento aos Aliados, quando permite a passagem de tropasbritânicas por Moçambique e quando envia expedições para defenderAngola e Moçambique, tudo isto nos curtos meses finais de 1914. Aomesmo tempo, Morais Sarmento apoia Freire de Andrade, quando este serecusa a forçar a beligerância, coisa que a Grã-Bretanha não quer enão pede. Neste livro é explicado o contexto e o desenvolvimento deste conflito, a forma como ele conduz ao primeiro grande abalo interno da 1ª República, com a formação do gabinete de Pimenta de Castro, emJaneiro de 1915, a convite do Presidente da República Manuel deArriaga. Passados escassos meses surge a revolução de 14 de Maio de1915, a mais sangrenta do século XX português, com mais de uma centena de mortos e seis centenas de feridos. Será no seguimento desta, jáderrubado Pimenta de Castro e depois da vitória dos revoltosos, queLisboa é posta a saque. Os grupos de civis armados dominam as ruas dacapital e, durante três dias (de 15 a 17 de Maio), praticam todo otipo de abusos e crimes. Os representantes diplomáticos em Portugalficam boquiabertos e assustados com esta explosão de violência, e,como temem pelos seus conterrâneos, pedem o envio urgente de uma força militar. Ela acabará por chegar sobre a forma de três esquadras(Espanhola, Francesa e Britânica) que entram no Tejo, não tendo vindooutras porque o contexto da guerra o não permitia. Nesses três diassão realizadas centenas de assaltos em Lisboa, a jornais, centrospolíticos, casas particulares e instituições. Até a casa particular do general Morais Sarmento é ameaçada, cercada por civis armados, quechegam a apontar as armas a senhoras da família quando estas tentamsair para a rua.

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