O ANTIGO REGIME NO BRASIL COLONIAL

O ANTIGO REGIME NO BRASIL COLONIAL

$48.910
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
ALAMEDA IBD
ISBN:
978-85-7939-400-3
Páginas:
328
Idioma:
Castellano
$48.910
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor

As duas primeiras décadas do século XIX não apresentam inquietaçõesdas camadas livres e dominantes da Bahia. Aconteceram várias deafricanos, mas não de livres. O que se percebe, para depois datentativa rebelde de artesãos e soldados em 1798, é um processo deainda maior adesão dos estratos superiores da Bahia à ordem imperial.Essas camadas tinham compromissos estreitos com o Império, em umsistema cujo pressuposto era a lealdade ao rei, aquele que distribuíaas premiações, terras, títulos e privilégios.
Mediante uma lógicabem própria da cultura política do Antigo Regime, esses
homens quese constituíam em elite colonial solicitavam empregos,funções,
propriedades, mercês. Este livro trata desse jogo que foipraticado por séculos no sistema colonial português. Analisa essa"economia" de mercês, de concessões e de lealdades, tendo como objetoa trajetória da família Pires de Carvalho e Albuquerque no séculoXVIII, abordando o caminho da formação da sua riqueza e poder, fatores da espiral ascendente na qual esteve inserida, e lança luz para acompreensão de outras tantas trajetórias similares. Dentre os muitosaspectos positivos deste livro, evidencia-se a de que não havia umacondição colonial homogênea e oposta irremediavelmente a uma metrópole exploradora. A colônia também existe em razão da formação de eliteslocais que se alimentam dessas relações, na busca de reproduzir asociedade estamental portuguesa na colônia. Elites que reclamam, pedem favores, cobram as contas pelos seus árduos "trabalhos" de manutenção da ordem e da renda colonial. Mas que não querem subvertê-la, poisessas reclamações visam a alcançar melhores posições, a remodelarpactuações, jamais a destruir um sistema que lhes nutria.

Prof. Dr. Dilton Oliveira de Araújo
UFBA

As duas primeiras décadas do século XIX não apresentam inquietaçõesdas camadas livres e dominantes da Bahia. Aconteceram várias deafricanos, mas não de livres. O que se percebe, para depois datentativa rebelde de artesãos e soldados em 1798, é um processo deainda maior adesão dos estratos superiores da Bahia à ordem imperial.Essas camadas tinham compromissos estreitos com o Império, em umsistema cujo pressuposto era a lealdade ao rei, aquele que distribuíaas premiações, terras, títulos e privilégios.
Mediante uma lógicabem própria da cultura política do Antigo Regime, esses
homens quese constituíam em elite colonial solicitavam empregos,funções,
propriedades, mercês. Este livro trata desse jogo que foipraticado por séculos no sistema colonial português. Analisa essa"economia" de mercês, de concessões e de lealdades, tendo como objetoa trajetória da família Pires de Carvalho e Albuquerque no séculoXVIII, abordando o caminho da formação da sua riqueza e poder, fatores da espiral ascendente na qual esteve inserida, e lança luz para acompreensão de outras tantas trajetórias similares. Dentre os muitosaspectos positivos deste livro, evidencia-se a de que não havia umacondição colonial homogênea e oposta irremediavelmente a uma metrópole exploradora. A colônia também existe em razão da formação de eliteslocais que se alimentam dessas relações, na busca de reproduzir asociedade estamental portuguesa na colônia. Elites que reclamam, pedem favores, cobram as contas pelos seus árduos "trabalhos" de manutenção da ordem e da renda colonial. Mas que não querem subvertê-la, poisessas reclamações visam a alcançar melhores posições, a remodelarpactuações, jamais a destruir um sistema que lhes nutria.

Prof. Dr. Dilton Oliveira de Araújo
UFBA