NÓS, ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS

NÓS, ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS

$35.772
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
FRONTEIRA DO CAOS EDITORES
Año de edición:
ISBN:
978-989-8647-31-3
Encuadernación:
Otros
Idioma:
PORTUGUES
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A guerra começa por negar a inviolabilidade deste direito, e até sefala num direito provisório, que teve formulação em Nuremberg nojulgamento dos vencidos, sob uma lei retroativa e invalidação dasordens recebidas, tudo consequência das crueldades cometidas, mas comexpressão mais humanizada nas leis internacionais que protegemprisioneiros e feridos. Ora este livro vem contribuir para fortaleceruma tendência, felizmente em crescimento, para lembrar, não o avançodos conceitos técnicos, não as destruições globais de vidas epatrimónios, mas que são pessoas, cada uma delas sendo um fenómeno que não se repete na história da humanidade, que estão envolvidas nacalamidade da guerra, em segundo lugar, que no socorro às vítimas,como nele se comprova, o direito natural retoma instantaneamente oimperativismo que leve tratar com igual dedicação e esforço, amigos eadversários atingidos nos combates. No caso português, esta iniciativa que levou à criação das Enfermeiras Paraquedistas, devida ao GeneralKaúlza de Arriaga, ainda teve que vencer a resistência cultural que se traduzia em que nem Jefferson, na Declaração de Filadelfia, conseguiu eliminar, que era a condição separada, jurídica e socialmenteinferior, das mulheres. A sua persistência conseguiu vencer, ecertamente foi uma iluminação coletiva, da Nação em armas, verificar a resposta decidida, corajosa, exemplar, das voluntárias que entraramna história por direito, não apenas pelo contingente, masindividualizadas, orientadas pelo saber de que cada ser socorrido, emcondições inesperadas de risco e também de escassos recursos, é umfenómeno que não se repete na história da humanidade. Para esta última exigência do credo dos valores, recordarei apenas o relato referentea "o inimigo que visitava a enfermeira do setor B", escrito por RosaSerra, e que se refere a Mueda. "De vez em quando, infiltravam-se umou outro guerrilheiro doentes ou com qualquer mazela, tendo em vistaos seus males" ... "diziam os nossos médicos que se apercebiam destassituações... mas sempre fingiam não notar a fraude". Deve hojesentir-se feliz Isabel Ribas, cujo exemplo foi um passo firme no árduo caminho da igualdade das mulheres, tem de recordar-se a visão epersistência de Kaúlza de Arriaga, é dever cívico reconhecer que nãose tratou apenas, como modestamente concluem, de "gente que tratougente", mas de exemplo que fica inscrito no património imaterialportuguês. Hoje temos já muitas mulheres com cargos de chefia nasForças Armadas, mas não é seguro que tenha sido a melhor das soluçõesextinguir o corpo das Enfermeiras Paraquedistas. Sendo todas por uma,e uma por todas, não estranharão que recorde a Capitão Ivone Reis, que foi meu oficial às ordens quando tive responsabilidades no entãoultramar. Tal como não esqueço todas as que mandei condecorar pelosvaliosos serviços prestados à "gente igual a nós", mas maissacrificadas. Pelo Professor Adriano Moreira

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