NO LABIRINTO MESSIÂNICO DE FERNANDO PESSOA

NO LABIRINTO MESSIÂNICO DE FERNANDO PESSOA

$27.026
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
(540).ZEFIRO EDIÇOES
Año de edición:
ISBN:
978-989-677-098-3
Encuadernación:
Otros
Idioma:
PORTUGUES
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«Perdi-me dentro de mim, Porque eu era labirinto, E hoje, quando mesinto, É com saudades de mim.» Mário de Sá-Carneiro Tentar compreender e interpretar Fernando Pessoa é confrontar-se com o enigma e com omistério. O pensamento messiânico do Poeta-Vate é um tecido depatências, problemas e enigmas ù três formas de conhecimento a que oser humano pode aceder com as suas faculdades cognoscitivas. Mas,perante o mistério, ele esbarra na parede do incognoscível. Para alémdesse muro, fica o espaço da incognoscibilidade, gerador dacorrespondente inacessibilidade gnósica do Princípio Supremo. A ideiade labirinto encontra-se ligada à arte da arquitectura. O labirintofoi, efectivamente, na Antiguidade, uma construção, tão complexa eintrincada no seu interior que não pudesse sair dele, ou tivessedificuldade imensa em fazê-lo, aquele que lá entrasse. Houve vários. O mais célebre é o labirinto de Creta, construído por Dédalo, por ordem do rei Minos, para encerrar o Minotauro. O labirinto teria uma únicasaída, dificílima de encontrar. A ideia instalada é que essa saída não coincidia com a entrada. A solução encontrada por Ariadne, ensinadapelo próprio Dédalo, contraria esta ideia, pois a saída acabava porser a entrada. Foi Dédalo que ensinou Ariadne. Aquele que construiu olabirinto é que sabia como sair dele. No labirinto de Fernando Pessoa, sigamos a Fernando Pessoa, como nosso Dédalo.