Escrever mais do que foi escrito, desconsigo. Primeiro, a surpresa,devo dizer-te Yassine. A honra de me teres eleito para escrever sobretão substanciada sobriedade. A clareza discernida de olhares as coisas de frente e de não contorná-las, não fingires que as vês. Depois, adúvida. Mas porquê eu, porque será que, com tão afincada delicadeza,me haverias de pedir a mim, eu que até me julgo um desregrado? Matutei muito, devo dizer-te, mas maningue mesmo. Então, fui-te dar umaespiadinha às coisas que escreves, as saudades que és. Logo metranquilizei um pouco mais. Disse-me, homem do mar este, homem doMundo mas com suas âncoras fixas. Casado com a terra, com o chão ondeo mar pisa. (...) E pus-me a ler-te. (...) Meu orgulho se inchou, sevolatilizou, se camboteou de tanta honra que me deste e de tantaresponsabilidade, igualmente, Yassine.Este livro é uma jóia naLiteratura Moçambicana e tu uma pérola de autor. Dizer mais é quererdizer o que escreveste, com dignidade, frontalidade, commoçambicanidade. Os meus parabéns e que continues a honrar a tuaPátria como o bom militar que vais ser e o escritor que já és.Palavras de fundo. Digo-te. Porque me choram os dedos de regozijo e aalma de orgulho.Eduardo White