AA.VV
Neste nosso tempo tão marcado por um culto insidioso do instante e docurto prazo, neste tempo de globalização em que vão escasseando cadavez mais pontos de referência e em que os laços sociais e comunitários se vão quase inelutavelmente diluindo neste processo vertiginoso deerosão das raízes e individualidades, não raro fonte de incerteza einsegurança, aqui deixamos um pequeno e aquele sempre tão frágil fiode memória que nos torna capazes de uma projecção criativa noshorizontes amplos do futuro. Não nos advertiu já o poeta francês PaulValéry de que «entramos no futuro a andar para trás»?