LE VAU: LOUIS LE VAU. A DIMENSAO DO INFINITO

LE VAU: LOUIS LE VAU. A DIMENSAO DO INFINITO

$20.011
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
DAFNE EDITORA
Año de edición:
ISBN:
978-989-8217-00-4
Páginas:
140
Encuadernación:
TAPA BLANDA O BOLSILLO
Idioma:
PORTUGUES
$20.011
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor

Louis Le Vau e François Mansart foram os arquitectos que se destacaram em França na compreensão de uma nova urbanidade, tomando asconstruções comuns dos endinheirados burgueses parisienses comoreferência para uma nova estética. Residências particularescolocaram-se a par dos palácios reais e das instalações religiosas,disputando com eles a atenção dos olhares dos cidadãos nos lugares damaior significação urbana. Alterou-se a relação do público com aarquitectura, por força do alargamento da consciência colectiva sobreo valor da vida pública. O sonho dos humanistas de quinhentos passou a ter expressão nas grandes metrópoles como a parisiense, mudando aescala dos interesses mas mantendo a ideia de que a qualidade dasrelações quotidianas passava pela criação da beleza na cidade modernae ordenada. Destaque-se uma dinâmica muito própria nas sequênciasespaciais, na articulação ordenada dos volumes e na justa percepção da importância do processo urbano para a caracterização das formasarquitectónicas, que se inscrevem entre os principais ingredientes que constituíram o movimento barroco. A este propósito e reflectindosobre a evolução da arquitectura nesta época, constata-se quefacilmente os sonhos se tocaram na vontade do absoluto e do infinito.A nova cultura artística continuou a assentar na contradição entre osvalores espirituais de uma religiosidade militante empenhada najustificação das desigualdades materiais entre senhores e servos e oexercício de uma racionalidade que, sob o discursofilosófico-matemático procura descobrir as verdades que emanam daconcepção de Deus, mas têm expressão material na natureza física dascoisas deste mundo. O Discurso do Método associado às práticas daracionalidade discursiva serviu como argumento de sustentação da ordem natural face à religião e ao poder uniformizador do Estado, mas abriu o campo filosófico à legitimação da dúvida perante os valoresestabilizados da moral e dos costumes. A descrença na regra social,num quadro de cepticismo original em direcção ao reconhecimento dadiversidade humana, foi expressa pelos poetas libertinos e ofereceu àcultura francesa a perspectiva do progresso sob a ciência à luz de uma outra moral adaptada ao concreto da vida quotidiana. A contribuiçãode Le Vau assumiu um particular significado, quer ao interpretar a seu modo caminhos então recentes do barroco romano como os da progressiva teatralização do espaço, quer ao dar continuidade a uma orientaçãomais pragmática presente na prática dos primeiros arquitectosclássicos parisienses, sempre sensíveis ao domínio das secularestécnicas edificatórias em pedra e madeira. Acrescentou-lhe a noção dealargamento do campo visual em contexto urbano ou as mais profundasperspectivas na implantação das casas de vilegiatura. Respeitou ovalor da distância em atenção ao observador, recorrendo a planoscurvos e movimentados, ao uso das ordens gigantes em diferentes ouinesperadas posições das fachadas, misturando escalas em exercícios da analogia com as composições musicais. Graças a uma habilidade inatano manuseamento das formas criou, enfim, uma linha na arquitectura que serviu de referência aos programas de inúmeros príncipes europeus.Homem pragmático mas sensível e inventivo, encontrou a dimensão doreal para a compatibilizar com o desejo imenso dos notáveis do seutempo em atingir a noção do infinito.

Otros libros del autor