AA.VV
A mestria aqui é tanto mais sedutora e cativante quanto não pertenceao reino do fingimento e, muito menos da ficção ou da invenção,fazendo-se acompanhar de notáveis qualidades, amáveis e aprazíveis notrato com o leitor, à imagem do seu autor: a sageza, a lhaneza, acoloquialidade, a simplicidade, a simpatia e a bonomia. Diria mesmoque Valdemar Aveiro escreve musicalmente tocando as cordas da sua lira em pizzicato, numa técnica sem parangonas nem espaventos, num tom sem alardes nem tremendismos, consoante ensinava o famoso e clássicoMestre em pizzicatos que foi Monteverdi, qui si lascia lÆarco, e sistrappano le corde com duoi diti. Tão simples, tão fácil, tão difícil, tão subtil como isso. E, sobretudo, arriscado na corda tensa doescrever, no tremer da escrita. Já lá escrevia o nosso Padre AntónioVieira que não há cousa mais escrupulosa no mundo que papel e pena:dois dedos com uma pena na mão é o ofício mais arriscado que tem ogénero humano. Miguel Veiga
A mestria aqui é tanto mais sedutora e cativante quanto não pertenceao reino do fingimento e, muito menos da ficção ou da invenção,fazendo-se acompanhar de notáveis qualidades, amáveis e aprazíveis notrato com o leitor, à imagem do seu autor: a sageza, a lhaneza, acoloquialidade, a simplicidade, a simpatia e a bonomia. Diria mesmoque Valdemar Aveiro escreve musicalmente tocando as cordas da sua lira em pizzicato, numa técnica sem parangonas nem espaventos, num tom sem alardes nem tremendismos, consoante ensinava o famoso e clássicoMestre em pizzicatos que foi Monteverdi, qui si lascia lÆarco, e sistrappano le corde com duoi diti. Tão simples, tão fácil, tão difícil, tão subtil como isso. E, sobretudo, arriscado na corda tensa doescrever, no tremer da escrita. Já lá escrevia o nosso Padre AntónioVieira que não há cousa mais escrupulosa no mundo que papel e pena:dois dedos com uma pena na mão é o ofício mais arriscado que tem ogénero humano. Miguel Veiga