HERRERA: JUAN DE HERRERA. DISCIPLINA NA ARQUITECTURA

HERRERA: JUAN DE HERRERA. DISCIPLINA NA ARQUITECTURA

$20.011
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
DAFNE EDITORA
Año de edición:
ISBN:
978-972-99019-8-0
Páginas:
140
Encuadernación:
TAPA BLANDA O BOLSILLO
Idioma:
PORTUGUES
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Juan Bautista de Toledo estava bem colocado para desempenhar papelfundamental na definição de uma arquitectura representativa daautoritária monarquia católica, quando foi chamado de Itália porFilipe II para conceber as casas do rei e colocar Madrid na condiçãode centro do império. Esperto em traçados italianos e na condução daspráticas construtivas, não se revelou à altura da complexa tarefa emque foi investido. Assaltado pela tragédia perdeu convicções ecapacidade de resistência à dura realidade que consistia em inverteras práticas tradicionais instaladas para se assumir como primeiroarquitecto de Espanha. Foi Juan de Herrera, jovem fidalgo de fracasposses e muitas ambições, quem acabou por ocupar esse lugar.Habilidoso, forjou-se na técnica, mas os caminhos do mundodespertaram-no para a ciência que explica e suporta o engenho,moldando uma personalidade atenta, combativa e lúcida. Chegou àarquitectura numa atitude de observador operativo para cumprirresponsabilidades que lhe eram conferidas em momentos de dificuldadena prossecução dos objectivos reais. Usou os conhecimentos damatemática e da mecânica, da geometria e da ordem lógica para darcorpo às rigorosas concepções do tempo através da prática sistemáticae organizada do projecto. Não é certo se por detrás do seuposicionamento disciplinado havia um espírito de artista no sentido em que o entendemos como graciosidade e simpatia nas formas imaginadas.Ou se a expressão da inteligência criativa ao serviço dos Deusesconstrói de facto um quadro para a felicidade humana. Mas aimportância de Juan de Herrera para a história do ciclo moderno daarquitectura é desde logo evidente pelo trabalho de sistematização dos instrumentos de projecto, nomeadamente os que se organizam pelodesenho enquanto sistema para comunicação dos desígnios formais aosexecutores das obras. A complexidade do grande estaleiro do Escorialgerou novas regras de fazer e a necessidade de superação dashierarquias medievais, colocando o arquitecto intelectual, artista oucientista inventor das ideias para a edificação, no centro de todas as decisões relacionadas com a produção da forma. Há que entender que ao princípio da autoridade absoluta do rei não faltavam hesitações edúvidas, recorrendo, naturalmente, à opinião dos seus colaboradores econselheiros na hora das grandes decisões. Juan de Herrera foi sempreum apoio discreto às suas escolhas, mesmo quando o soldado da guardaou o inventor metalúrgico estava ainda longe de ser reconhecido como o competente arquitecto autor do novo estilo de Filipe II. Um dos temas mais debatidos à volta da figura de Herrera no âmbito da formação daimagem da monarquia em Espanha é o da origem do chamado estilodesornamentado. Se por um lado podemos identificar a existência devárias circunstâncias de natureza ideológica ligadas à cultura daépoca, por outro, parece necessário encontrar os factores subjectivosdeterminados pelo carácter de certos artistas que deram expressão àteoria religiosa organizadora dos novos princípios comportamentais das sociedades dos países católicos. Desornamento e simplicidade nemsempre se enquadram na mesma linha de qualificação arquitectónica. Nocaso de Herrera, talvez seja mais oportuno levantar as questões deautoridade e disciplina que a sua formação militar ajudou acaracterizar, adoptando para as formas organizadoras do espaço adureza de uma concepção matemática rigorosa. De facto há grandesdiferenças entre a ideia geometrizante e redutora de Herrera e a puramodelação formal de Juan Bautista. Correspondem não só a diferentesmomentos da evolução para o modo clássico na arquitectura espanhola,mas também a oportunidades distintas de expressão das sensibilidadessurgidas num quadro cultural em permanente transformação. São doisartistas a ilustrar este episódio da História da Arquitectura da Idade Moderna na Europa.

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