AA.VV
Pode nestes termos dizer-se - e o volume aqui apresentado vai nessesentido - que em 1961, no início, em Angola, havia um forte sentimento de unidade patriótica e coesão na necessidade de defesa. A ofensivano Norte de Angola, com caracteríticas de massacre racista, com que aUPA desencadeou as hostilidades, não deixava espaço para outra solução que não a resistência e a retribuição. O estender progressivo daguerra, primeiro à Guiné, em 1963, e depois, em 1964, ao Norte deMoçambique, trouxe um desafio militar e logístico, a que o Governo, oExército e as populações responderam, com capacidade, criatividade eestoicismo. Diga-se também que, na época, a opinião nacional, foi deapoio à política de Salazar e mesmo muitos dos seus tradicionaisopositores e militantes da oposição democrática, não hesitaram,sublinhando diferenças ideológicas, em afirmar o seu apoio à políticade defesa. Também o país profundo - em parte ainda rural - contribuiucom as dezenas de milhar de jovens recrutas necessários para oContingente, num ritmo que se repetira nos anos seguintes. (Doprefácio por Jaime Nogueira Pinto