AA.VV
(à) a presente crise do capitalismo e as políticas de destruiçãoeconómica e de regressão social com que os poderes estabelecidos atentam fazer pagar por parte do mundo assalariado recolocamdramaticamente no centro dos debates dos dias de hoje as questões dacondição actual do trabalho assalariado e dos caminhos das suas lutasde resistência e emancipação. O capitalismo triunfante e arauto doesplendor da tecnologia, afinal, mostra-se mais parasitário,especulativo e predador do que nunca, tentando conjugar adigitalização do século XXI com a regressão a formas de arbítrio eexploração do trabalho dignos do século XIX. O proletariado afinal não desapareceu, mas provavelmente multiplicou-se e complexificou-se porum vasto mundo de novos trabalhos assalariados marcados pelaprecariedade e pela negação de direitos fundamentais tão duramenteconquistados. Um proletariado que, seguramente na acção, tem dearticular-se centralmente com o oceano do precariado. (à) (à) regressa em força a actualidade dos estudos do trabalho, da sua condição, dasua luta passada e actual. É urgente, aliás, convocar essas memórias e esses saberes. É muito mais fácil impor hoje aos trabalhadores daindústria automóvel europeia as 10 ou 12 horas de trabalho diário, seeles não souberem, se lhes roubarem a memória dos rios de sangue quetiveram de correr para, batalha a batalha, se conquistar a jornada das 8 horas de trabalhoö. Fernando Rosas;-;http://static.arnoia.com/imagenes_small/9789896/978989689188.jpg; 4,00;
Senhoras e Mulheres na Sociedade Portuguesa do Século XIX - 2ª edição;VAQUINHAS, IRENE;PORTUGUES;978-972-77;R080090005;EDIÇOES COLIBRI;15,89;25,0; 11,46;3;/HISTORIA - HISTORIA;COLIBRI HISTORIA;OTRO FORMATO LIBRO;;9789727721122;; 2012;; 1,00;-;Nesta obra, que colige artigos e comunicações feitos ao longo de maisde dez anos, procura-se esboçar quadros de vida, valores ementalidades femininas através de fragmentos fugazes dos quotidianos.Pequenos passos que ajudam a compreender como se foi construindo aindividualidade feminina num século em que a reivindicação do direitoà instrução constitui um dos elementos-chave do acesso à cidadania.;-;http://static.arnoia.com/imagenes_small/9789727/978972772112.jpg; 4,00;
Povoamento e Propriedade - Entre o Zêzere e o Tejo (séc. XII XIV);DA GRAÇA VICENTE, MARIA;PORTUGUES;978-989-68;R080090004;EDIÇOES COLIBRI;17,66;25,0; 12,74;0;/HISTORIA - HISTORIA;COLIBRI HISTORIA;OTRO FORMATO LIBRO;;9789896895525;; 2016;; 1,00;-;à há territórios em Portugal que urgem o trato dos GrandesHistoriadores: o triângulo espacial de Entre o Zêzere e o Tejo e afronteira com o país vizinho é um deles. Apesar de poder ocupar-se dos fenómenos repetíveis, as cheias, as secas, os sismos, o esgotamentode dados recursos, o trabalho essencial do historiador é a descobertado homem ator no contexto do passado: o território em que vive e arespetiva administração, os recursos e a sua gestão, a concernenteorganização social, a esfera cultural e a doutrinária, os imagináriose o numinoso, numa palavra, a saga humana. À interrogação do estado do espaço beirão em causa nos séculos XII-XIV, a doutora Maria da GraçaVicente responde com um formidável levantamento documental e diz-nosmuito. O núcleo do trabalho [à] mostra-nos um espaço a repovoar-se nos séculos em causa sob o sistema senhorial e confirma a ideia domovimento Norte/Sul da Reconquista no século XII [à]. A organizaçãoterritorial dependeu: da organização concelhia em que D. Sancho Ienquadrou os recém-chegados, das Ordens Militares que auxiliaram aReconquista, e da Sé Egitaniense, que representava o lastro antigo,visigótico e moçárabe [à]. Fica, pois, adiante, [à] um renovadoespelho de um grande pedaço do mundo medieval beirão: como os homensse relacionavam com a terra e esta ditava as suas hierarquias deacordo à dimensão dos recursos explorados. A autora prestou umaparticular atenção, nunca antes dada, à Ordem do Hospital, pois osseus territórios cortavam este espaço de leste para oeste, formando um enclave de considerável dimensão, trazendo à colação muitadocumentação original. [António dos Santos Pereira, (do Prefácio)] Adoação da Idanha e Monsanto, à Ordem do Templo (1165), definiu umespaço imenso entre três rios, o Zêzere, o Tejo e o Erges, seguindo-se a criação do grande município da Covilhã, e outorga do respetivoforal (1186) que alargava os territórios de Portugal nesta região.Seguiram-se duas outras doações que ampliaram, por vezessobrepondo-se, o campo de acção da jovem" monarquia portuguesa, nasduas margens do Tejo. Referimo-nos às doações das terras daGuidimtesta (1194) e da Herdade da Açafa (1199) que ajudaram adesenhar um núcleo capaz de ser caracterizado como de senhorial emunicipal. Nele foram sendo inscritas as marcas evidentes da presençae esforço das gentes que, na sua apropriação e adaptação ao meionatural, lentamente o transformaram em paisagens humanizadas.