GIULIO ROMANO: A TERCEIRA MANEIRA

GIULIO ROMANO: A TERCEIRA MANEIRA

$20.011
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
DAFNE EDITORA
Año de edición:
ISBN:
978-989-8217-21-9
Páginas:
128
Encuadernación:
TAPA BLANDA O BOLSILLO
Idioma:
PORTUGUES
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A obra arquitectónica do pintor Giulio Romano transporta desde oinício os sinais de conflito ideológico e marca a mudança para umalinguagem sem respeito e sem regras. Como acreditar nas verdadesdefendidas pelos condutores dos negócios da fé, quando dados àexibição do luxo que não escondia a luxúria, habituados à intriga noambiente corrupto das práticas de todos os comércios? Esse tempo decrise originou tendências antagónicas no mundo das artes e umsentimento generalizado de inquietação. Contradições internas saídasdo individualismo no modo de encarar a dúvida, explicam o ecletismo ea diversidade de maneiras para enfrentar os caminhos da produçãoartística. A transgressão premeditada de regras clássicas como asimetria, organização perspéctica, proporcionalidade e sequências,passou a constituir programa pessoal de cada pintor ou arquitecto,prevalecendo a ambiguidade, o arbitrário e o gosto pela afirmação doprofano contra o sagrado, do erotismo contra o discurso da moralpública. Se as primeiras obras de Roma realizadas por Giulio Romanorevelam já indícios da descrença nos enunciados formais do modoantigo, foi na produção para o duque de Mântua que melhor se exprimiuo seu génio irreverente, com recurso à transgressão sistemática doscódigos de receitas clássicas. Amante do desenho erótico, pintor defantasias mitológicas em perspectivas dos mais estranhos ângulos,aplicou na concepção de palácios todas as artimanhas do fingimento,para iludir o sentido normal dos usos e ridicularizar a nobreza dasformas construídas. O falso aparelho almofadado romano, porqueexecutado em barro em vez de pedra, transformou-se em ciclópico.Taparam-se arcos e vãos, negando-lhes o sentido de passagem.Enrolaram-se as colunas, suspensas das paredes que deviam justificar.O código das receitas clássicas funcionou apenas como garantia doefeito transformador, referência para a compreensão dos erros. Não sepode considerar que o recuperado tratado de Vitrúvio constituísse umcódigo de linguagem arquitectónica assente num conjunto coerente deregras. Mas a vontade de acreditar na existência de um sistemaorganizado de saberes, levou alguns intelectuais a acreditar queaquele testemunho do arquitecto de César abria caminho até à divinaperfeição. O texto de Vitrúvio, mais precoce que o Império Romanoorganizado, não tinha uma tão grande ambição. Os primeiros humanistasdedicaram-se a procurar e interpretar quantos possíveis escritos edocumentos pudessem existir e até a reescreve-los, para divulgar assuas reflexões filosóficas e científicas.

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