A escrita envolvente, aliada à acuidade de uma análise instigante,firmemente alicerçada em uma vasta e inédita documentação, transportao leitor e a leitora para a São Paulo dos anos trinta em cujasartérias vemos circular caminhões com bandeiras, flâmulas e hinos dostimes de várzea, a caminho de um amistoso, de um festival ou de umaencrenca. Nas páginas do livro a cidade ganha um colorido especial, obairro assume um contorno singular, a experiência exibe uma lição porvezes esquecida: a da vivência de um encontro que começa muito antesda partida e se prolonga para além do tempo regulamentar, nas mesas de bar, nos jogos de carta, na vida boêmia, momentos de partilha que sesobrepõem aos acasos do prélio, aos caprichos da bola. A obra de Diana Mendes Machado da Silva oferece-nos a rara oportunidade de adentraruma paisagem social ainda pouco explorada pela historiografia, mascrucial para desvendar o amplo leque de possibilidades do jogar bola.
A escrita envolvente, aliada à acuidade de uma análise instigante,firmemente alicerçada em uma vasta e inédita documentação, transportao leitor e a leitora para a São Paulo dos anos trinta em cujasartérias vemos circular caminhões com bandeiras, flâmulas e hinos dostimes de várzea, a caminho de um amistoso, de um festival ou de umaencrenca. Nas páginas do livro a cidade ganha um colorido especial, obairro assume um contorno singular, a experiência exibe uma lição porvezes esquecida: a da vivência de um encontro que começa muito antesda partida e se prolonga para além do tempo regulamentar, nas mesas de bar, nos jogos de carta, na vida boêmia, momentos de partilha que sesobrepõem aos acasos do prélio, aos caprichos da bola. A obra de Diana Mendes Machado da Silva oferece-nos a rara oportunidade de adentraruma paisagem social ainda pouco explorada pela historiografia, mascrucial para desvendar o amplo leque de possibilidades do jogar bola.