«Imaginemos a cena: um jovem cabo-verdiano, a meio dos anos 60, apósse ter formado com distinção em Medicina em Coimbra e Lisboa, e demodo a evitar a mobilização para a guerra colonial, emigra para aBélgica, mais propriamente para Antuérpia, cidade onde longamenteviverá. Vai, nas suas palavras, «a caminho do exílio», afastando-se«do medo e do tempo da discórdia». O mês é Abril, esse mês-fetiche doseu poeta (T. S. Eliot), e a paisagem que vê do comboio dramatiza adespedida (à)