Através dos comeres, particularmente dos comeres do Alentejo, o autorfaz uma viagem através de estórias, reflexões e pensamentos, desde aaldeia natal, passando pelos diversos locais onde esteve ou viveu, doAlentejo a África, de Portugal à Rússia e a Paris. «No verão, na casado pinhal, frente ao Atlântico, e, depois, em Évora, cidade duas vezes milenar, onde podemos ilusionar os espaços percorridos pelos homensdo Paleolítico e do Neolítico, os sons da marcha das legiões romanasfundadoras, da cavalaria árabe e berbere conquistadora, ou das ordensda cristandade medieval reconquistadoras, frente a frente comigomesmo, quero pensar as æpequenasÆ coisas. Quero reinterpretar estórias e viagens e projetá-las no pensamento, interrogá-las, paracompreender os acontecimentos do tempo presente. E tentar ver para láda linha do horizonte, aparentemente fixa, ilusoriamente colocada,como que para impedir que ousemos avançar. Ou desafiando-nos para queousemos fazê-lo!»