A velha Universidade de Coimbra não era apenas o hieratismo sapiencial dos capelos, nem o aturado estudo (que remédio!...), muitas vezes«d’aflição», em épocas de frequências e de exames finais. Coimbra eratambém a vida buliçosa, e muito ´sui generis´, de uma cidade que tem o condão de permanecer ´menina e moça´,sempre jovem através dosséculos, porque jovens são a maioria dos habitantes que lhe dão vida:os estudantes, nas suas capas negras e no viço da primavera da vida.Assim, tudo acontecia em Coimbra e havia horas de tudo: desde o estudo intenso (o menos recordado, depois, pela vida fora) até aos amoresincendiados, passando por uma boémia folgazã, hilariante, irisada deuma graça pícara e simultaneamente inocente, como só lá!... EmCoimbra!