CARICATURAS DO METRO AEROPORTO

CARICATURAS DO METRO AEROPORTO

$41.020
IVA incluido
Sujeto Disponibilidad de Proveedor
Editorial:
(523).DOCUMENTA
Año de edición:
ISBN:
978-989-8618-31-3
Páginas:
124
Encuadernación:
Otros
Idioma:
PORTUGUES
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«O viajante do metropolitano de Lisboa, sendo mais provável que tenhanacionalidade portuguesa, sai na estação do Aeroporto da Portela e ésurpreendido pelas caricaturas gigantes, a preto-e-branco sobre asparedes do cais, de quatro figuras políticas que ele bem conhece darecente história do seu país, cada uma delas de corpo inteiro, sentada numa cadeira de estilo clássico. O viajante de avião acabado deaterrar na capital, com grandes hipóteses de ser estrangeiro, desce ao comboio subterrâneo e fica do mesmo modo surpreendido, no amplocorredor de acesso à estação, pela distribuição, ao longo das paredes, de quase duas outras dezenas de caricaturas de personagens para eledesconhecidas ù com a excepção, talvez, de Fernando Pessoa ù, mas queadivinha, pela forte individualização fisionómica de cada uma delas,representarem gente viva, seja no passado ou no presente. [à] Emfinais do século XIX, Rafael Bordalo Pinheiro criou em folha de jornal o seu Álbum das Glórias, caricaturando personagens relevantes dasociedade portuguesa. Cinco gerações depois, António, em suporte maisresistente, segue-lhe os passos, actualizando a identidade daseminências portuguesas. Uma das personagens retratadas por Rafael foio seu Zé Povinho, e mesmo esse António não deixou de fora,desenhando-o junto ao seu criador, como se fosse a 51.ª personagemdeste painel. É o fecho de um ciclo, e Portugal que continua.»[Joaquim Vieira, «O novíssimo Álbum das Glórias»] «Estes desenhos nasparedes da estação de metro do Aeroporto podem ser, para muita gente,uma surpresa, por virem de um autor conotado com a imprensa eaparecerem, aqui, fora desse contexto ù e também por se tratar decaricaturas. Se por um lado, a primeira razão, para os mais atentos,não é propriamente uma grande surpresa, já que há muito vinha fazendoincursões fora das páginas dos jornais, na escultura, na medalhísticae no design gráfico, já a segunda é, seguramente, uma surpresa maior,tratando-se da caricatura a animar um espaço público ù aventura nuncaousada em Portugal e também muito pouco frequente noutras paragens.[António Antunes, «Desenhos de pedra do centímetro ao metro»]