PINHEIRO DE ALMEIDA / TERESA LAGE, L.
«Adoro Portugal. Já estive no sul, como a maior parte dos turistas,várias vezes. E gosto daquela zona um pouco antes da costa, um poucopara o interior quando tudo fica muito verde. Eu e a Linda passámos lá bons tempos. Costumávamos passear a pé, mais nas aldeias pequenas.Passei lá bons momentos, é um sítio muito simpático. Gosto das pessoas e é um pouco menos turístico do que Espanha. Em certos aspectos émais simpático. Agora, os espanhóis vão ficar zangados comigoà Mas éum sítio óptimo. Lembro-me de viajar de carro, do sul para Lisboa e de sentir o cheiro dos eucaliptos, lindo! É um sítio óptimo!» [PaulMcCartney] «Os Beatles nunca tocaram em Portugal, seja por razõeseconómicas, seja por razões políticas. O país, parco em recursosfinanceiros, vivia nos anos de 1960 em regime ditatorial, primeiro com Salazar e depois com Marcello Caetano. As energias do poderdelapidavam-se no esforço da guerra colonial que manietava eamordaçava a juventude, impedindo-a do seu direito ao lazer e àindignação. Esta segunda edição de Os Beatles em Portugal éessencialmente um livro-documento, uma espécie de inventário quecolige toda e qualquer ligação dos Beatles a Portugal. Incluientrevistas concedidas aos autores e a outros jornalistas portugueses, comentários de quem teve a oportunidade de contactar pessoalmente com algum dos membros da banda, histórias pouco conhecidas, como o factode "Yesterday", provavelmente a mais famosa canção dos Beatles, tersido escrita nas margens do rio Mira, no Alentejo. A cereja no topo do bolo é a verdadeira história de "Penina", canção composta em 1968 por Paul McCartney no Algarve, história que, sem precisão e rigor, éinvariavelmente contada de forma errada nos livros estrangeiros,tomando-a como "verdade insofismável". Em anexo publica-se, pelaprimeira vez, a discografia completa dos EPs e singles portugueses dos Beatles, com as respectivas capas, únicas no mundo, objecto de cobiça dos Estados Unidos ao Japão, da Suécia à Austrália.» [Luís Pinheirode Almeida]