AA.VV
O livro dÆhoras a(s) mãos.ambas sobre o corpo (d)o amor é, de algummodo, árvore, um lugar onde se encontram os ramos do que começou em do tamanho das nossas vidas e continuou em deste temporal de (te) amar.Mas pode também ser lido como uma longa oração. Ela ocupa um certodecorrer (como se fosse rio) dos meses (de janeiro a março), dias,horas. Horas feitas de minutos e mesmo de instantes. Horas que marcammomentos de encantamento, de dúvida e de angústia sendo uma espécie de expressão hiper realista, que nos dá conta de uma comunhãopretendida/conseguida entre dois seres. Há, da parte de Filipe Chinita a necessidade imperiosa de aqui deixar expresso um sentir que foisentido com tal força que nenhuma heresia ficcional poderá negar.Quase me atreveria a afirmar que se pretende uma poesia factual, ondeoutras horas são apontadas como marcas de um ícone de emoções, pintado a quatros mãos, as do amor. [Maria do Céu Pires]