Catálogo publicado por ocasião da exposição «Afinidades Electivas.Julião Sarmento coleccionador», comissariada por Delfim Sardo eapresentada na Fundação EDP - Museu da Eletricidade, de 16 de Outubrode 2015 a 3 de Janeiro de 2016, e na Fundação Carmona e Costa, de 17de Outubro a 12 de Dezembro de 2015. Ao longo da vida, Julião Sarmento [Lisboa, 1948] fez as suas obras encontrarem as obras daqueles a quem muitas vezes chamou amigos. Elas encontraram-se e trocaram de lugar e de posse: o que era dele passou a ser deles e o que era deles passoua ser dele. E quando não foi assim, foi como se tivesse sido. DelfimSardo chamou, por isso, a esta exposição «Afinidades Electivas» - edesta maneira Goethe foi para aqui chamado com tudo o que issosignifica de uma energia vital que se abre à abundância variada,colorida e complexa do mundo. Ao olharmos as muitas obras dos muitosartistas desta Colecção, conhecemos o íman de uma personalidade, aforma de uma vida, a intensificação de uma obra, a extensão de umaviagem, a fertilidade de um convívio. A regra que aqui se decifra éaquela estabelecida um dia por Charles Fourier: «As atracções (e osencontros) são proporcionais aos destinos.» [José Manuel dos Santos]
Catálogo publicado por ocasião da exposição «Afinidades Electivas.Julião Sarmento coleccionador», comissariada por Delfim Sardo eapresentada na Fundação EDP - Museu da Eletricidade, de 16 de Outubrode 2015 a 3 de Janeiro de 2016, e na Fundação Carmona e Costa, de 17de Outubro a 12 de Dezembro de 2015. Ao longo da vida, Julião Sarmento [Lisboa, 1948] fez as suas obras encontrarem as obras daqueles a quem muitas vezes chamou amigos. Elas encontraram-se e trocaram de lugar e de posse: o que era dele passou a ser deles e o que era deles passoua ser dele. E quando não foi assim, foi como se tivesse sido. DelfimSardo chamou, por isso, a esta exposição «Afinidades Electivas» - edesta maneira Goethe foi para aqui chamado com tudo o que issosignifica de uma energia vital que se abre à abundância variada,colorida e complexa do mundo. Ao olharmos as muitas obras dos muitosartistas desta Colecção, conhecemos o íman de uma personalidade, aforma de uma vida, a intensificação de uma obra, a extensão de umaviagem, a fertilidade de um convívio. A regra que aqui se decifra éaquela estabelecida um dia por Charles Fourier: «As atracções (e osencontros) são proporcionais aos destinos.» [José Manuel dos Santos]