AA.VV
As coletâneas não são de hoje nem de ontem. São, de facto, de anos aesta parte. Ora com intuitos comerciais, ora com intuitos dedivulgação. As que proliferam nos dias presentes convidam-nos já semobjetivos concretos à vista? Pode parecer, mas isso não significa queassim seja. Senão vejamos: durante um ano, podemos participar numadezena de publicações com estas características. Isso significará quenão temos critérios de qualidade? Não necessariamente. Quantas vezesnos associamos a um projeto sem conhecermos a qualidade dos escritosapresentados pelas outras pessoas? Sim, e que mal tem? Podemosconsiderar interessante partilhar um livro com pessoas que conhecemos, podemos desejar participar num projeto com pessoas que defendem osmesmos ideais que nós, podemos ambicionar conhecer outras pessoas quejulgamos de valorà Portanto, todos os motivos são válidos, dependendodas perspetivas. Assim, defendemos que uma coletânea, muito mais queagregar escritos de maior ou menor qualidade, ela é um projeto deinclusão, uma "canção de roda" em que diversos meninos e meninasfoliões dão as mãos e entoam a mesma canção: o seu amor à escrita!Mesmo o mais desafinado ou distraído da roda merece apoio e ajuda para que nos próximos ensaios ou atuações possa brilhar. E quantas vezesisso já aconteceu e o mais desafinado canta agora como os melhores.Entenda-se por ensaios e atuações as futuras participações emcoletâneas.