AA.VV
...gosto destas histórias e recordações de Valdemar Aveiro naquilo que representam de um género coloquial e eficaz e, sobretudo, intenso efluido, espesso e rápido, quase falado, do vastíssimo universo dasnarrativas. Sabe-me bem o seu estilo. Gosto deste trabalho de umvolteio de tocante expressão, de uma certa elegância plástica também,com que Valdemar Aveiro trabalha, no seu manège, o cavalo alado edesobrigado no vento e na onda marítima da literatura memorialistadeste senhor, Capitão Valdemar Aveiro, lobo e trovador do mar. Que,pelo seu pé e sem muletas de ninguém, tão bem entra no poema da Maltadas Naus de António Gedeão: O meu sabor é diferente Provo-me esaibo-me a sal Não se nasce impunemente Nas praias de Portugal MiguelVeiga